Muito mais, nunca do mesmo.

Olá leitores.

Vocês que me dão o prazer da visita sabem bem que eu transito na linha tênue que separa a clássica e a moderna odontologia.

Quando se fala em pesquisa e ciência quase não se pode contar o tempo em anos. A evolução é muito dinâmica.

Aquilo que era verdade absoluta há 10 ou 15 anos hoje quase nem é mais praticado, e nós sabemos como é difícil acompanhar essa evolução. A internet possibilitou o acesso as informações que chegam em cargas enormes e que por vezes mais complicam do que explicam.

É preciso filtrar.

Todo início de ano, acontece em São Paulo o maior congresso de odontologia do Brasil, em números absolutos e relativos, de congressistas, palestrantes, expositores e negócios.

Durante este evento, nós podemos conhecer melhor as novas técnicas e materiais disponíveis em cada especialidade. Eu que tenho curiosidade procuro saber um pouco de tudo pra poder melhor orientar meu paciente.

A carga de informação que se agrega em 4 dias é enorme e vai do sistema recíprocante ao retalho mucoso pra cobertura de implante, passando por lesões cervicais não cariosas, alinhadores ortodônticos, adesividade em zircônia, ácido hialurônico, tomografia, laser, etc.

Mas voilá.

Semana que vem retornamos para nossas rotinas diárias, cansados mas cheios de energia e confiança e levandos aos nossos paciente uma Odontologia de qualidade.

Uma Odontologia raiz, mas agregada de muita coisa Nutella.

Published in: on 3 de fevereiro de 2018 at 09:00  Deixe um comentário  
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ILUMINAÇÃO

 

refletor

desculpem a qualidade, mas foi a unica foto que encontrei.

 

Hoje, como faço a grande maioria dos meus dias, comecei o retratamento endodôntico de um 17, que foi tratado há mais de 30 anos, e na radiografia o tratamento parece insatisfatório.

Aumento de espaço pericementário , dor espontânea que cedia parcialmente a AINES mas que era exacerbada na percussão vertical.

A imagem sugeria ter cone de guta nos canais palatino e mesio vestibular.

Raízes fusionadas e camara pulpar preenchida por uma retenção de prótese fixa. O remanescente se esconde atrás do 16.

O colega indicador já havia removido a prótese, o que facilitou minha vida.

Abri, limpei a câmara pulpar e iniciei minha inspeção.

A posição dos canais tratados deixava clara a existência de um canal disto vestibular. Mas onde???

Munida de meu super hiper ultra explorador de ponta reta, saí em busca e 40 min depois,  Achei!

Mas,você, meu caro leitor, deve estar se perguntando, onde entra o tema do post?

Então, o leitor mais jovem não deve ter nem a informação sobre a existência do artefato da foto acima.

Este refletor consistia numa pequena caixa retangular com dois buracos numa das faces, que eram fechados com vidro. No interior havia uma lâmpada atrás de um anteparo que direcionava a luz para um jogo de espelhos, que posicionados de forma tal, faziam a luz que saía pelos tais buracos, convergirem num ponto comum. A boca!

A intensidade da iluminação, comparada as atuais, parecia com uma vela.

Eu, claro, apesar de jovem, tive um desses que veio junto com a cadeira FUNK que eu comprei de segunda mão.

Agora, imagine se for capaz, ter que localizar o canal que eu descrevi acima, às 19h com esta iluminação? Ou num dia nublado, numa sala sem iluminação natural?

Há muito que eu aprendi não criticar o trabalho alheio, e isso não é corporativismo.

Hoje, especialmente eu me peguei pensando nas condições que o colega tinha na época, e vamos combinar, durou mais de 30 anos.

Por isso, com esse post eu rendo HOMENAGENS aos colegas que praticavam uma odontologia de qualidade, ainda que sem os recursos que temos hoje.

 

Published in: on 17 de abril de 2013 at 23:14  Deixe um comentário  
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