Dor de dente é coisa antiga.

Olá leitores,

Não tem um só dia que nós dentistas não ouvimos uma queixa sobre como é ruim ir ao dentista.

Ok, pode não ser o melhor dos programas, mas para isso eu sempre contraponho com a ideia de quanto seria  pior não ter esse serviço numa hora de necessidade.

Essa semana foi divulgada uma descoberta que reforça minha tese.

Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, descobriram que quase 50.000 anos antes da descoberta da penicilina, um jovem Neandertal espanhol que morava em El Sion (atual Asturias) comeu um fungo antibiótico chamado Penicillium e mastigou pedaços de álamo que continham acido salicilico – o ingrediente ativo da aspirina moderna.

O fóssil analisado era uma mandibula de um macho jovem que revelou danos provocados por um abcesso e continha  placa dental com restos de um parasita intestinal que causa diarréia aguda.

O uso dessas substâncias indicam um bom conhecimento de plantas medicinais pelos Neandertais.

Portanto, a próxima vez que seu cliente disser que “odeia Dentista” responda prontamente:

– O homem de Neandertal sonhava com um dentista e tudo que ele tinha era “uns” pé de mato. Abre a boca e não reclama.

Rá!

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Published in: on 10 de março de 2017 at 15:32  Deixe um comentário  
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Farmacologia

 

“É prerrogativa exclusiva de médicos e cirurgiões dentistas a prescrição de medicamentos.”

Saber quanto, o quê e como medicar não é uma tarefa fácil, e na faculdade, estudamos isso na cadeira de Farmacologia.

A farmacologia é a ciência que estuda como as substâncias químicas interagem com os sistemas biológicos.

Eu, particularmente, acho que é nesta cadeira que se percebe a interação entre todas as matérias. Anatonia, Fisiologia, Bioquimica, Histologia, etc.

Como eu gosto de dizer: “Remédio pra dor de dente é Dentista!”, mas em algumas situações, lançar mão desses auxiliares, é tudo de bom!

Entenda-se por medicamentos, um termo genérico para essas substâncias quimicas. Nem sempre eles tem a finalidade de cura.

Conhecer suas propriedades, ação, indicação era o objetivo nessas aulas.

Antibióticos: Substância que agem sobre micro organismos que causam infecções no organismo. Podem ser bactericidas ou basteriostáticos, mas não agem somente sobre bactérias. Existem outros específicos para fungos, por exemplo.

Antiinflamatórios: Substâncias capazes de agir sobre as respostas inflamatórias do organismo, através do controle e/ou diminuição dos mediadores inflamatórios.

Analgésicos: Agem no centro da dor, diminuindo a resposta, do cérebro, ao estimulo. Antibioticos e antiinflamatórios também diminuem a dor, mas por controlar ou eliminar as causas.

Anestésicos: Substancias capazes de interromper as sinapses nervosas. Se o nervo não leva a informação ao cérebro, ele não processa a agressão.

Ansiolíticos: Usados para o controle da ansiedade,  em pacientes fobicos, por exemplo.

Hemostáticos, Xerostalmicos, Anti miméticos.

Adaptar as dosagens para diferentes realidades, como crianças, idosos ou pacientes com necessidades especiais, também é foco desta cadeira.

Mas… (tem sempre um mas) tínhamos também que aprender sobre medicações não prescrita por nós.

Pacientes usuários de anti coagulantes necessitam suspender o uso quando forem submetidos a procedimentos cirurgicos, por exemplo. Ou pacientes que, pelo uso de medicamentos tem manifestações orais, como diminuição da produção de saliva, hiperplasia gengival pelo uso de anti convulsivantes, ou suplementos de ferro que mancham os dentes.

Eu particularmente ADORO ver a cara de surpresa do paciente quando explico a diferença entre drágea, comprimido e capsula e porque não se pode abrir a capsula e tomar somente o pozinho do antibiotico.

E gosto mais ainda de dizer que aquele remédio que ele tomou, da “farmacinha de sobras” em casa, fez mais mal do que bem. Pior aquele que toma o que o irmão tomou e sobrou.

A farmacologia, é muito dinâmica. Diariamente temos novidades, nem sempre boas. Ela é uma aliada importante no nosso dia a dia, mas ainda enfrentamos dificuldade em convencer o paciente, que, ao telefone, quer um remédio pra gengiva parar de sangrar, ou ainda aquele que diz que o rosto está inchado e quer saber o que pode tomar.

Sem falar nas reações adversas.

No meu dia a dia de clinica, uso pouca medicação, mas devo admitir que saber que elas existem me dá conforto.

 

Published in: on 18 de junho de 2012 at 09:00  Comments (2)  
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