Eleições CROSP

Desde que ingressamos na faculdade de Odontologia e até os últimos dias de exercício da profissão estaremos ligados firmemente aos CRO (Conselho Regional de Odontologia) do estado onde escolhemos trabalhar.

Temos que registrar o diploma junto ao órgão que emite a carteira que nos dá o direito ao exercício legal da profissão.

Tão certo quanto o hipoclorito vai cair na única parte colorida do seu jaleco é a chegada do boleto da anuidade logo nos primeiros dias do ano.

Na próxima sexta feira, 10/02, vai ocorrer a eleição no CROSP para ao biênio 2017/2019.

Pela primeira vez a votação será feita pela internet mediante o uso de uma senha que foi enviada para o seu email e que validará seu voto. Caso suas informações cadastrais estejam desatualizadas e/ou você não recebeu o email, você deve ir no site do CROSP que tem todas as informações para o pleito.

O voto é obrigatório e não fazê-lo lhe renderá uma multa de R$ 167,84

Mas você sabe qual são as atribuições dos CROs?

Os Conselhos Regionais de Odontologia foram criados em 1964, por Lei Federal (Lei nº 4.324 de 14/04/1964), e constituem uma autarquia, dotados de personalidade jurídica, com autonomia administrativa e financeira, tendo por finalidade a supervisão da ética profissional e a fiscalização do exercício profissional, cabendo-lhes zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente.

Além das funções estritamente legais, os CROs também contribuem com a valorização profissional, promovendo eventos que reforçam a união da classe odontológica e que contribuem para a formação técnica; atuam na orientação a população, através de campanhas de prevenção e informação; fomentam discussões sobre assuntos fundamentais a odontologia, como o ensino nas universidades; trabalham em parcerias com as universidades, buscando aprimoramento na formação do cirurgião-dentista; orientam o profissional no exercício de sua profissão. E, o mais importante, é o guia, do profissional da Odontologia, para conduzi-lo aos caminhos de uma conduta profissional ética, comprometida, responsável e consciente.

O CRO não tem poder de polícia, portanto não é da alçada dele impedir a venda ilegal de apetrechos ortodônticos nas ruas e agir diretamente contra aqueles que ‘instalam’. O CRO não tem poder de polícia.

Você pode concordar ou discordar das decisões e ações tomadas pelos que ‘comandam’ a classe, mas lembre-se, os dirigentes são eleitos por nós. Quem não escolhe permite que escolham por ele.

Abraços.

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Published in: on 9 de fevereiro de 2017 at 08:30  Deixe um comentário  
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Nosso bom e velho CRO

Hoje travei uma conversa com uma colega sobre a anuidade do CRO e lembrei de um episódio que decidi compartilhar com vocês.

Eu me formei no final de 1990 e em meados daquele ano começou a rolar uma conversa na faculdade de tínhamos que ir na secretaria e fazer o pedido do diploma em pergaminho (e pagar). A outra opção era um sulfite A4. Básico.

Eu, nem avaliei valores, o mais simples me representaria.

Por causa de uma greve que durou quase 60 dias, nossa colação de grau oficial foi em 14/02/91 e recebemos o CRO provisório, ou melhor, o documento que nos habilitava a pagar a anuidade pra exercer a profissão (por um ano).

Dei entrada, paguei as taxas e iniciei minha carreira.

No inicio de 1992 os colegas começaram a ir na faculdade buscar o diploma registrado no MEC pra dar entrada no CRO definitivo. Eu, claro, quis saber do meu.

Várias ligações pra secretaría da faculdade e meu diploma não era localizado (quem me conhece bem sabe, meu nome do meio é confusão. Ô pessoa pra ser premiada em treta.)

Depois de muito stress, uma funcionária me perguntou:

-Mas você pediu o seu diploma?

– Oi????? Eu não pedi em pergaminho…

– Mas você deveria ter pedido em sulfite. Se você não pede ele não é feito, não é enviado pro MEC e não é registrado. Você precisa pedir então (e pagar). Daí ele será emitido e seguirá o trâmite. Vai levar um ano mais ou menos.

Então uma pessoa rala cinco anos, quase não dorme, assume muito mais dividas que pode saldar, se forma e existe a possibilidade dela não querer o diploma???

Pois é, existe.

Lembrem-se, meu CRO provisório estava prestes a vencer.

Solicitei o diploma na faculdade e fui no CRO pedir prorrogação do provisório senão eu ficaria exercendo na ilegalidade.

Levei foto, paguei taxas, assinei guias, etc., etc.

Um ano depois, no inicio de 1993 saiu o diploma e eu fui então dar entrada no definitivo.

Quem disse que o CRO me localizava.

Outro calvário.

Ligações, visitas, buscas, e nada (E lembrem-se novamente, nada de arquivos digitais, era tudo na base do arquivo de papel).

Muito stress depois (novamente) alguém percebeu que por eu não ter dado entrada um ano antes, eu estava no arquivo de inativos. Aqueles que ABANDONARAM A PROFISSÃO!

– Oi??? (de novo)

– Como inativa se eu pedi renovação do provisório?

– (CRO) Mas não existe renovação de provisório.

– (Eu) Como não existe, eu pedi e foi emitida outra cédula.

(Nessa hora mais uma das deduções chocantes). O atendente havia emitido uma segunda via da minha cédula VENCIDA  e não prorrogado minha validade. E havia exercido a profissão na irregularidade por um ano inteiro.

Bem, localizado o engano, meu CRO foi desarquivado e o definitivo foi definitivamente emitido.

Poderia ser o FIM, mas não pra mim.

Comecei uma nova briga. Quis a devolução do valor que eu tinha pago como renovação do provisório. Paguei por um serviço que não recebi. Eu tinha os comprovantes.

E, alguns dias depois, fui chamada na tesouraria do CRO. O funcionário que me entregou o cheque me disse algo que lavou minha alma.

– Estou aqui há anos, e NUNCA vi o CRO devolver dinheiro pra ninguém. Parabéns!

E é por isso que meu numero de CRO é bem diferente do dos meus colegas contemporâneos e a data é de julho/1993

Então, você que está se formando agora, fique esperto, não basta pagar o boleto da anuidade, tem muito mais envolvido.

#ficaadica

Published in: on 3 de janeiro de 2016 at 20:51  Deixe um comentário  
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