Aposentada, ser ou não ser?

Em 01/06/1981 minha carteira profissional recebeu seu primeiro registro.

Eu tinha 15 anos.

Fui admitida como secretária numa unidade do CCAA, escola de inglês, com um salário de Cr$9.000,00 (nove mil cruzeiros por mês).

De lá para cá muuuuiiiita coisa aconteceu e não me lembro, felizmente, de ter ficado mais do que alguns meses desempregada. Exerci várias funções em diversas áreas, algumas nem chegaram a ser anotadas na carteira. Estudei, me formei em Técnica em Prótese Dentária (1983) e em Odontologia (1990). São 37 anos de trabalho.

Hoje estou vivendo a experiência de fazer a contagem do tempo de contribuição para aposentadoria pelo INSS.

É uma sensação estranha, sou de uma geração em que os aposentados todos eram vistos como velhos e incapacitados para o trabalho.

Não sou nem um nem outro.

Ok, já conto 52 anos, não sou tão nova, mas ainda tenho muita lima pra rodar e na roda do capitalismo o trabalho é que nos mantém.

Com as mudanças na lei da previdência alguns dos leitores precisarão de mais tempo para se aposentar e se eu puder dar algum tipo de conselho esse é, pense no futuro. Faça algum “pé de meia” como previdência privada, por exemplo, porque o aumento da expectativa de vida não será contemplado pela previdência pública.

Chamou minha senha!

Boa sorte para mim!

Published in: on 6 de fevereiro de 2018 at 10:59  Deixe um comentário  
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