Alegria de pobre…

 

Olá leitores, td bem?

Pois é, minha alegria não durou nem uma semana.

No dia 04 de abril passado, o colega Luiz do Dicas Odonto me deu a noticia que eu e muitos colegas aguardávamos há muito tempo: A criação de novas faixas de cobrança para a Taxa de Residuos Sólidos de Saúde.

Já falei disso aqui.

A questão é que a lei da Prefeitura de São Paulo é de 09 de março de 2016 e não foi devidamente divulgada e indicava um link para o tal recadastramento.

Ao acessar o link ele pedia uma senha do contribuinte que eu , por exemplo, não tinha, mas não dava um caminho para cadastrar uma.

Pedi ajuda dos universitários de um especialista que tentou me ajudar, mas o prazo da prefeitura acabava dia 10 de abril de 2016 (domingo), e claro que o tempo não foi suficiente.

Estamos no aguardo de um novo prazo e de uma divulgação honesta, para que a taxação seja correta.

Falaí, todos os geradores de lixo da cidade de São Paulo ficaram sabendo do recadastramento?

Algum jurista poderia responder sobre os termos de divulgação, vigor e validade de uma lei dessas?

Vou continuar tentando me reclassificar como pequeno gerador, e se conseguir algo conto pra vocês.

Published in: on 12 de abril de 2016 at 14:15  Deixe um comentário  
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Aedes aegypti – DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

A mobilização nacional contra o Aedes aegypti acontece neste sábado (13) em 353 municípios do país. O mosquito, encontrado em todos os estados do Brasil, é o responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Só este ano, até o dia 23 de janeiro, foram notificados 73.872 casos de dengue no país. No mesmo período no ano passado, foram 49.857 casos, aumento de 48%. A situação é ainda mais preocupante quando se leva em conta que 2015 já foi recordista em casos de dengue: 1,6 milhão de casos no ano todo, maior número desde que começaram os registros, em 1990.

O vírus da zika, que passou a ter transmissão local no Brasil em abril de 2015, já existe em 22 unidades da federação. A preocupação maior, no caso desse vírus, é a associação provável com o aumento de casos de microcefalia no país. Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira, já existem 5.079 notificações de suspeita de microcefalia no país.

Já a febre chikungunya, que também chegou recentemente ao país, já teve casos em 12 unidades da federação e, em 2015, teve 20.662 casos notificados. (Fonte G1)

Aproveite a mobilização, tire 15 min. do seu final de semana e dê uma olhada no quintal ou varanda. Eu fiz isso e acreditem, mesmo achando que estava tudo ok, encontrei água parada nas tampas de latas com sobra de tinta. Felizmente não tinha larvas.

A participação da população é de enorme importância, principalmente quando se tem um governo em desgoverno.

Published in: on 13 de fevereiro de 2016 at 13:13  Deixe um comentário  
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Cuidado! O Leão vai te pegar.

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Bom pessoal, 2016 começou e com ele as obrigações fiscais.
Esse assunto num é nada Nostálgico, pelo contrário, mais contemporâneo impossível.
Entre março e abril nós declararemos o imposto referente a 2015, e eu honestamente espero que vocês tenham preenchido a declaração mês a mês, porque olha, dá um trabalho danado.
Teve colega que me disse: – Pago contador, ele que se vire!
Eu que não penso assim, tentei fazer tudo o mais organizado possível pra não ter muita dor de cabeça e hoje baixei a versão 2016.
Acredito que muitas dúvidas surgirão e no que eu puder ajudar é só chamar.
Esse é o link da receita para Download do Carnê Leão 2016 (versão Windows).
 
Quem quiser se adiantar…
Abraços
Published in: on 3 de fevereiro de 2016 at 08:58  Deixe um comentário  
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Nosso bom e velho CRO

Hoje travei uma conversa com uma colega sobre a anuidade do CRO e lembrei de um episódio que decidi compartilhar com vocês.

Eu me formei no final de 1990 e em meados daquele ano começou a rolar uma conversa na faculdade de tínhamos que ir na secretaria e fazer o pedido do diploma em pergaminho (e pagar). A outra opção era um sulfite A4. Básico.

Eu, nem avaliei valores, o mais simples me representaria.

Por causa de uma greve que durou quase 60 dias, nossa colação de grau oficial foi em 14/02/91 e recebemos o CRO provisório, ou melhor, o documento que nos habilitava a pagar a anuidade pra exercer a profissão (por um ano).

Dei entrada, paguei as taxas e iniciei minha carreira.

No inicio de 1992 os colegas começaram a ir na faculdade buscar o diploma registrado no MEC pra dar entrada no CRO definitivo. Eu, claro, quis saber do meu.

Várias ligações pra secretaría da faculdade e meu diploma não era localizado (quem me conhece bem sabe, meu nome do meio é confusão. Ô pessoa pra ser premiada em treta.)

Depois de muito stress, uma funcionária me perguntou:

-Mas você pediu o seu diploma?

– Oi????? Eu não pedi em pergaminho…

– Mas você deveria ter pedido em sulfite. Se você não pede ele não é feito, não é enviado pro MEC e não é registrado. Você precisa pedir então (e pagar). Daí ele será emitido e seguirá o trâmite. Vai levar um ano mais ou menos.

Então uma pessoa rala cinco anos, quase não dorme, assume muito mais dividas que pode saldar, se forma e existe a possibilidade dela não querer o diploma???

Pois é, existe.

Lembrem-se, meu CRO provisório estava prestes a vencer.

Solicitei o diploma na faculdade e fui no CRO pedir prorrogação do provisório senão eu ficaria exercendo na ilegalidade.

Levei foto, paguei taxas, assinei guias, etc., etc.

Um ano depois, no inicio de 1993 saiu o diploma e eu fui então dar entrada no definitivo.

Quem disse que o CRO me localizava.

Outro calvário.

Ligações, visitas, buscas, e nada (E lembrem-se novamente, nada de arquivos digitais, era tudo na base do arquivo de papel).

Muito stress depois (novamente) alguém percebeu que por eu não ter dado entrada um ano antes, eu estava no arquivo de inativos. Aqueles que ABANDONARAM A PROFISSÃO!

– Oi??? (de novo)

– Como inativa se eu pedi renovação do provisório?

– (CRO) Mas não existe renovação de provisório.

– (Eu) Como não existe, eu pedi e foi emitida outra cédula.

(Nessa hora mais uma das deduções chocantes). O atendente havia emitido uma segunda via da minha cédula VENCIDA  e não prorrogado minha validade. E havia exercido a profissão na irregularidade por um ano inteiro.

Bem, localizado o engano, meu CRO foi desarquivado e o definitivo foi definitivamente emitido.

Poderia ser o FIM, mas não pra mim.

Comecei uma nova briga. Quis a devolução do valor que eu tinha pago como renovação do provisório. Paguei por um serviço que não recebi. Eu tinha os comprovantes.

E, alguns dias depois, fui chamada na tesouraria do CRO. O funcionário que me entregou o cheque me disse algo que lavou minha alma.

– Estou aqui há anos, e NUNCA vi o CRO devolver dinheiro pra ninguém. Parabéns!

E é por isso que meu numero de CRO é bem diferente do dos meus colegas contemporâneos e a data é de julho/1993

Então, você que está se formando agora, fique esperto, não basta pagar o boleto da anuidade, tem muito mais envolvido.

#ficaadica

Published in: on 3 de janeiro de 2016 at 20:51  Comments (2)  
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Tratamento do lixo hospitalar

 

Quem é dentista na cidade de São Paulo e tem um consultório em conformidade com a normas da prefeitura conta com o serviço de coleta de lixo hospitalar e claro, paga uma taxa por isso, a TRSS (Tarifa de Resíduos Sólidos de Saúde). Já falei sobre isso aqui.

Pra ser bem sincera, eu nem acho errado  a cobrança da taxa, sou a favor da destinação correta do lixo que geramos, o que pega é o valor, já que as faixas de produção são muito mal divididas.

Mas hoje quero falar de uma noticia veiculada pela prefeitura e que deixou bastante contente (e olha que não sou fã do prefeito).

Segundo a matéria de divulgação, foi inaugurada nesta sexta-feira (18/12) a primeira Unidade de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde (UTRSS) da cidade. Com o novo equipamento, a Prefeitura reduzirá em 50% os custos com tratamento dos materiais perigosos descartados por hospitais e clínicas médicas.

O lixo que antes era tratado numa cidade vizinha da capital, com custo de R$ 1,40 por quilo. Com a nova Unidade o custo passará a R$ 0,70 por quilo. Economia essa que deve permitir baixar a taxa de resíduos para os profissionais de saúde.

Espero sinceramente que funcione bem tanto a descontaminação e trituração dos resíduos de saúde como o repasse da economia para os contribuintes, e neste caso, o Sr. Prefeito Ferenando Haddad ganhará pontos com a população.

Vamos aguardar.
Leia a matéria completa >>> http://fiodent.al/HdN

 

Published in: on 20 de dezembro de 2015 at 12:51  Deixe um comentário  
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Engenharia Odontológica

 

 

Olá leitores,

Eu costumo dizer que a endodontia é a especialidade odontológica mais influenciada pelos avanços da tecnologia.

Localizadores foraminais, instrumentadores, termo plastificadores, microscopia, para citar alguns.

Para um clinico, como eu, que ama a Endodontia, são avanços capazes de fazer os olhos brilharem

Ontem eu tive o prazer de assistir uma palestra de um colega Osequeano sobre um sistema misto de instrumentação endodôntica. Um novo sistema inteligente que  seleciona automaticamente o movimento da lima, que pode ser reciprocante ou rotatório.

Isso não deve ser novidade para os especialistas, mas para mim, o é.

Basicamente o sistema alterna os movimentos quando a lima for submetida a x-Newtons no interior do canal. Ele então os movimentos rotatórios são interrompidos e o sistema faz um movimento no sentido contrário até que o torque permita girar novamente.

As limas desse sistemas são de NiTi e são produzidas por torção, diferentemente dos outros sistemas que tem limas fabricadas por usinagem, tem tratamento de superfície e uma certa capacidade de retomar a forma quando deformada. Maior durabilidade e menor risco de fratura.

Fui apresentada também ao instrumento para limpeza final do canal chamado XP 3D, também de NiTi, que acoplado ao micro motor convencional gira livremente no canal e como é muito flexível agita muito bem a substância irrigadora, favorecendo a remoção do smear-lear.

Mas então eu me perguntei:

Efetivamente, qual a camada da população brasileira terá acesso a esses avanços num futuro próximo?

Quantos colegas terão “bala na agulha” pra investir?

Claro que não é só isso que deve pautar nossas vidas profissionais, mas tem um peso enorme.

Fico realmente agradecida que existam engenheiros extremamente capacitados e dedicados e melhorar nosso material de trabalho. Preocupados com as ligas metálicas, suas elasticidades, suas capacidades de memória, seus tratamentos de superfície, suas superfícies de corte, etc., etc., etc.

Que esse arsenal todo seja aliado dos colegas especialistas, a quem nós recorremos quando não conseguimos resolver um caso cabeludo.

Eu, curiosa que sou, e apaixonada pela endodontia, estou sempre tentando levar pro meu dia a dia aquilo que os pesquisadores descobrem, mas tenho pra mim, que ainda serei dependente das boas e velhas limas K por algum tempo.

Ainda mantenho com meu rotatório uma relação de respeito.

E que venham os avanços!

Published in: on 29 de outubro de 2015 at 19:11  Deixe um comentário  
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CERTIFICADO DIGITAL, você sabe o que é?

 

Oi gente! Vocês estão bem?
Ando meio sumida, mas sempre pensando em algo interessante pra dividir com meus leitores.
O assunto de hoje, mais uma vez é bem contemporâneo.
Vocês sabem o que é Certificado Digital?
Já é conhecida a falta de informação sobre temas administrativos da nossa classe, e quando o tema é funcionário, isso piora.               Durante os últimos nove anos mantive uma recepcionista registrada e quem fazia minha folha de pagamento era o Depto de Serviços Gerais da APCD.
Sempre recolhi os tributos corretamente, pra  quando precisasse dispensá-la ter o mínimo de dor de cabeça.
Mas ainda assim o tive.
Todo funcionário sindicalizado que tem mais de um ano de registro tem que fazer a holomogação da demissão junto ao sindicato e para isso deve-se levar uma série de documentos. É com esses documentos que o funcionário dará entrada no pedido de resgate do FGTS e do Seguro Desemprego.
Claro que nesta hora você já deve ter pago a rescisão e recolhido todas as multas e taxas devidas. Que não são poucas.
E é aqui que entra o tal certificado.
Certificado Digital (CD) é um arquivo que corresponde a um RG digital. É mais ou menos como se vc assinasse e autenticasse via internet.                                                                                                      Ele tem vários usos, mas neste caso, precisamos dele para que o contabilista tenha acesso a Conectividade Social do empregador e possa então liberar os direitos do empregado.
Este Certificado é pago, óbvio, e tem alguns modelos. A validade e a renovação dependem do tipo. Ele é emitido por unidades certificadoras.
Por muitos meses o contabilista me orientou a fazer o meu CD, mas como ele tem validade e eu não tinha necessidade decidi por esperar até quando fosse usá-lo.
Agora, por ocasião da demissão da funcionária precisei dele, então começou o calvário.
Inicialmente a indicação era de que eu solicitasse na CAIXA ECONOMICA FEDERAL.
Agora me indicaram outra certificadora, mas era do outro lado da cidade e eu decidi pela Caixa que tem agência vizinha ao consultório.
O pedido inicial é feito na pagina da Caixa e depois leva-se os documentos até a agência. Fiz isso.
Não tenho paciência nem quero incomodá-los com todo o drama, mas acreditem, foi terrível.
O CD foi emitido com sucesso, mas ocorre que ALGUÈM, não vinculou o meu CEI ao CD, que na prática me impedia de fazer exatamente a única coisa que eu queria, ou seja, acessar a conectividade.
Pra quem não sabe, como empregadores, somos pessoas fisicas equiparadas a pessoas juridicas e devemos ter um registro junto a Receita Federal da CEI (Cadastro Especial do INSS).
Briguei muito com a gerente da Caixaque não sabia o que acontecia.
Ninguém conseguia me explicar porque o CEI não estava no meu CD. Nem o SAC nem o HelpDesk da Caixa sabiam me ajudar. Por vezes precisei quase ensinar o atentende sobre o assunto.
Acabaram por cancelar o primeiro e pedir um novo.
OITENTA DIAS DEPOIS, já com os prazos para rescisão a vencerem, passei por cima da minha teimosia e pedi o CD na empresa que me indicaram.
Fui até o escritório com todos os documentos e em MEIA HORA estava tudo pronto. No dia seguinte fiz a emissão do CD que permitiu o contabilista dar continuidade a rescisão.
A decisão pela Caixa foi pela proximidade, mas principalmente pela credibilidade que um banco federal me passa, ou melhor, passava.
Não sei se ficou claro o meu drama, e se me expressei bem, mas a finalidade do post é principalmente orientar os colegas sobre o tema.
E de verdade, espero que nenhum de vocês passe por isso.
Em tempo: Alguns escritorios de contabilidade fazem esse processo, mas como é um certificado que tem senha e permite muitos usos, de um modo geral, é melhor que o façamos.
Em relação a valores, o da Caixa custou R$ 100,00 (que eles me devolveram) e o da Soluti custou R$ 145,00.
Até logo,

Published in: on 26 de julho de 2015 at 20:28  Deixe um comentário  
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Sindrome de “UP” Down

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Comecei a namorar meu marido no dia 17/10/1984.

A data é apenas uma formalidade. Nos conhecemos no cursinho. As investidas dele foram muitas, mas eu resisti bravamente.

Menos de um mês depois, no feriado de finados, ele me convidou para ir pra praia em São Vicente. Seus pais estariam lá.

Fui.

Chegamos e somente a mãe dele estava no apto, seu pai e irmão tinham ido buscar água na bica.

Feitas as apresentações saímos pra comprar algo no mercado e quando a porta do elevador abriu, saíram de lá meu sogro e meu cunhado.

Minha sogra imediatamente disse ao meu cunhado:

-Ricardo, essa é a namorada do seu irmão Pepe.

Recebi então o mais caloroso abraço que já havia recebido em toda a minha vida.

E daí? Qual a importância da cena?

Seria somente mais uma apresentação, não tivesse eu precisado lidar com a surpresa do Ricardo ser portador de Síndrome de Down.

Eu sabia que meu namorado tinha um irmão de dez anos e esperava encontrar uma criança “normal”.

Acho que me saí bem. Pegamos o elevador, fomos ao mercado e não falamos sobre o assunto. Cara de paisagem.

Muito tempo depois, nossa relação já estável, perguntei por que ele não havia me preparado para o momento. Eu poderia ter reagido mal.

Sua explicação foi a menos convincente possível, mas eu me dei por satisfeita.

Ele disse que a família não lembrava da diferença.

Na real, eu acho que ele teve receio da minha reação.

Minha sogra foi informada da síndrome, por um médico, um mês depois do nascimento, quando questionou porque o bebê não apresentava reações. Como não conhecia a síndrome, o médico explicou assim:

-Mãe, seu filho é retardado, nunca vai ser normal.

Imaginem, se for possível, o choque. Começava uma longa e difícil jornada.

Busca de informações, quase sempre desencontradas, tratamentos milagrosos e decepções.

Proibida a importação de medicamento, meu sogro encomendava um “remédio” que um piloto de avião trazia da Europa, por baixo dos panos. O encontro era coisa de cinema. No aeroporto o piloto entregava o frasco discretamente e o meu sogro pagava em dólar.  

Alguém indicou outro tratamento na Argentina.  Com parentes em Buenos Aires, minha sogra passou meses por lá, e o Ricardo recebia umas injeções na base da nuca (???)

Escolas especiais, caras e sem preparo. A família aprendeu a lidar.

Ele cresceu e definitivamente é especial.

Para os meus filhos ele é apenas o Ricardo.  O Pedro adora irritá-lo, e ele cuida da Laura como se ela fosse um bebê.

Certa vez, ficou na arrebentação do mar, tomando conta dela durante tanto tempo, que o sol queimou a marca dos dedos dele no braço. Ele ficou de braços cruzados, como se fosse um salva vidas.

Hoje ele tem 40 anos (já em contagem regressiva pro aniversário em junho). 

É a companhia diária da minha sogra (meu sogro faleceu).

A mim, especialmente ele ensinou a lidar com o diferente. Gosto de sair com ele e fazer pequenas atitudes que fazem seus olhos brilharem.

Não foi alfabetizado, mas reconhece o símbolo do Senna ou do Elvis em qualquer lugar.

Frequentava a APAE de Guarulhos, mas como já passou dos 30 anos, e o convênio com a prefeitura acabou, não frequenta mais. Sem programas especiais, atualmente não faz atividade sócio educativa.
Acredito que ninguém escolheria ter um filho especial, mas tê-lo pode ensinar muito.

Nunca vi o Ricardo deprimido ou triste.

Ele lida muito bem com a morte. Aceita e segue.

Down por causa do médico John Langdon Down que descreveu a síndrome.

UP porque é quase impossível ficar down perto do Ricardo

Published in: on 21 de março de 2015 at 22:04  Comments (4)  

Lata dágua na cabeça…

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Meus queridos seguidores e leitores, estava com saudades!

Ando sem temas nostálgicos por isso a ausência.

O tema de hoje parece que não tem nostalgia, mas tem sim.

Nos idos de 1980, lavar a cuspideira entre pacientes não era uma prática corrente. Acreditem!

A que vinha acoplada no equipo normalmente era de inox, nada a ver com as de louça atuais. Algumas são até decoradas.

O uso dela era muito mais frequente já que poucos equipamentos tinham sugador.

Pra diminuir os odores e o acumulo de detritos na cuba, um constante jato dágua ficava correndo.

De alguns anos pra cá a higienização da cuspideira passou a ser corriqueira em “quase” todos os consultórios, o que diminuiu essa necessidade, apesar de alguns colegas ainda manterem a pratica.

Mas estou abordando esse tema por causa da crise hídrica que assola principalmente e região Sudeste do Brasil.

Essa semana fui atender no consultório de uma colega que fica num conjunto comercial desses com váááárias salas e ao chegar fui informada que o abastecimento de água é “interrompido” diariamente entre 11 e 13h.

Para os vizinhos advogados, engenheiros ou administradores acredito que não seja um transtorno muito grande, até porque abrange o horário de almoço, mas para os profissionais de saúde a implicação é muito maior. E a descarga?

Daí eu fiquei imaginando como meus colegas estão se adaptando a nova realidade?

Eu atendo numa sobreloja e tenho uma caixa de reserva que me atende muito bem.

Conte-nos sua experiência, ela pode ajudar outros nessa nova realidade, que parece que veio pra ficar.

Logo terá colega pedindo pro paciente trazer de casa sua própria água.

Published in: on 7 de março de 2015 at 18:54  Deixe um comentário  
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A Evolução – parte 2

Essa matéria foi publicada em 01/11/2007 e é de autoria de

Mariana Sgarioni no portal Guia do Estudante da Editora Abril.

Uma amiga me mostrou e eu resolvi compartilhar com vocês.

 

Os dentes do ofício: a evolução do trabalho dos dentistas

Deitado, de boca aberta há vários minutos, o homem não pára de suar frio. Na luta para lhe extrair um den­te do siso, o dentista apóia os cotovelos no peito do paciente. O sangue jorra até que, enfim, o dente sai na ponta do alicate – o temido boticão. Esta cena aconteceu há mais de 2 mil anos. Mas pode também ter acontecido agora há pouco, em um consultório perto da sua casa. “O cirurgião deve agarrar firmemente a cabeça do paciente entre seus joelhos e aplicar um boticão robusto, extraindo o molar verticalmente, para que não se quebre”, escreveu Albucassis, cirurgião árabe do século 5. É lógico que hoje contamos com novas tecnologias – a começar pela anestesia –, mas o método e os instrumentos para esse tipo de intervenção não mudaram tanto assim. Deve ser por isso que, quando se fala em dentista, muita gente sente um certo incômodo (para não dizer pânico).

Embora nosso imaginário sugira outra coisa, os dentistas estão bem longe de serem torturadores sádicos. Foram eles que batalharam, por exemplo, para inventar a anestesia, que nos livra de dores muito piores que as de dente. Tiveram ainda uma importante participação na pesquisa de medicamentos e cuidados que contribuíram muito para a evolução do saneamento e da saúde pública. Entretanto, é verdade que, apesar de ter se estabelecido em cima de sólidos preceitos científicos, a história da odontologia passa por alguns momentos horripilantes. Prepare-se para conhecê-la melhor a partir de agora. E pensar sobre isso quando estiver sentado numa sala de espera, lendo uma revista velha e ouvindo Ray Conniff, enquanto aguarda por mais uma sessão daquele famigerado tratamento de canal.

Grandes arrancadas

Há tempos os dentes nos causam dor de cabeça (e de dente, lógico). Pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, descobriram que, na África, uma bactéria causadora de cáries já infestava a boca de seres humanos há 100 mil anos. Os cuidados com os dentes também parecem ser bastante antigos – e podem não ter sido exclusividade da nossa espécie. Em setembro deste ano, paleontólogos espanhóis divulgaram a descoberta, na região de Madri, de dois molares neandertais com mais de 60 mil anos. Eles traziam marcas aparentemente causadas por gravetos de madeira, o que indica que esses hominídeos (que acabaram extintos) gostavam de palitar – ou “escovar” – os dentes.

Os mais antigos relatos conhecidos sobre problemas com os dentes têm cerca de 5 mil anos. Eles dizem que as cáries seriam causadas por “vermes” e foram encontrados em tabletes de argila sumérios feitos na Mesopotâmia, a planície situada entre os rios Tigre e Eufrates (no atual Iraque). Na mesma região, foram achadas peças de limpeza dentária, como palitos feitos de metal trabalhado, que teriam sido elaboradas por volta de 3500 a.C. Demoraria um bocado, entretanto, para que alguém achasse necessário formar profissionais especializados em odontologia.

Os primeiros dentistas de que se tem notícia eram médicos. O mais antigo deles foi o egípcio Hesi-Re, que viveu há cerca de 4500 anos. Ele era conhecido como o “maior médico que tratava dos dentes” – modo como foi eternizado em hieróglifos. Parece que a especialidade de Hesi-Re e seus contemporâneos era a extração – é o que indicam os crânios banguelas daquela época que foram encontrados. O que não faltava era trabalho: os egípcios sofriam de uma grande variedade de enfermidades dentais, causadas por falta de higiene e por sua alimentação. A farinha usada no pão, base da dieta egípcia, vinha carregada de grãos de areia. O mesmo acontecia com os vegetais, que eram cultivados em solo arenoso e não eram lavados adequadamente. O hábito involuntário de mastigar areia causava um desgaste enorme nos dentes, além de inúmeros abcessos na boca.

Papiros catalogados na Universidade de Leipzig, na Alemanha, registram diversos tratamentos egípcios para doenças bucais. Para o dente que “corrói as partes altas da carne”, um deles recomenda “amassar uma pasta e aplicar sobre o dente uma parte de cominho, uma parte de incenso e uma parte de cebola” – imagine só o resultado. Já para os abcessos, o tratamento dos egípcios era feito com furos na gengiva, que aliviavam a pressão das bolas de pus que se formavam no local.

Na Grécia antiga, os hábitos de higiene bucal eram um pouco mais parecidos com os nossos. Diocles de Caristo, médico que viveu no século 4 a.C., aconselhava: “A cada manhã deveis esfregar vossas gengivas e dentes com os dedos desnudos e com menta finamente pulverizada, por dentro e por fora, e em seguida deveis retirar todas as partículas de alimento aderidas”. Já os romanos, influenciados pela cultura grega, usavam pós dentifrícios – parentes distantes dos cremes dentais – feitos à base de ossos, cascas de ovos e conchas de ostra. A escovação também foi defendida por ninguém menos que Maomé. No Oriente Médio do século 7, o fundador do islamismo orientava seus seguidores a usarem o siwak – o precursor da escova de dentes, feito de um ramo de árvore cuja madeira contém bicarbonato de sódio.

A principal contribuição dos muçulmanos para a odontologia foi dada por Avicena, que viveu entre 980 e 1037. Um dos médicos mais respeitados do Oriente Médio, ele lançou princípios que chegaram à Europa e se tornaram a base do tratamento dentário medieval. O principal deles se refere a fraturas de mandíbula: Avicena recomendava a aplicação de uma bandagem de fixação em torno do queixo, cabeça e pescoço, além de uma pequena tábua ao longo dos dentes.

Barbeiragens dentárias

Na Idade Média, os responsáveis por exercer a medicina eram os monges católicos. A coisa mudou de figura a partir de 1163, quando a Igreja os proibiu de realizar qualquer tipo de procedimento cirúrgico – incluindo os tratamentos dentários. Essas tarefas sobraram então para os barbeiros. Mas por quê? Em primeiro lugar, é bom dizer que os barbeiros medievais não cuidavam apenas de pêlos. De tanto ir aos mosteiros fazer a barba e tosar os cabelos dos monges, os barbeiros acabavam aprendendo um pouco de medicina com eles. Tornaram-se, com o tempo, auxiliares cirúrgicos dos monges, especializando-se nos diversos tipos de intervenção que os sacerdotes não podiam mais fazer. Tiravam pedras da bexiga, abriam abscessos, praticavam sangrias e, é claro, extraíam dentes. Com o passar dos anos e o afrouxamento da linha dura da Igreja, os monges puderam fazer cirurgias de novo. Mas os barbeiros tinham se tornado arrancadores de dentes tão bons nisso que alguns médicos encaminhavam a eles os pacientes que precisavam de ajuda odontológica.

O aumento de prestígio dos cirurgiões-barbeiros, como passaram a ser chamados, começou a causar confusão dentro da medicina. Em 1540, o rei Henrique VIII, da Inglaterra, publicou um estatuto para a Real Comunidade dos Cirurgiões-Barbeiros, delimitando as áreas de atuação dos barbeiros e dos médicos. As extrações dentárias ficaram permitidas aos dois grupos. Até o século 18, a maior parte dos barbeiros seguiu oferecendo serviços dentários aos seus clientes. E a odontologia continuou sendo exercida de forma um tanto mambembe, por profissionais muitas vezes inaptos. Alguns, por exemplo, costumavam armar tendas em mercados e feiras livres – assistir às manipulações bucais feitas pelos barbeiros era uma das diversões preferidas dos passantes.

Enfim, uma ciência

O hábito de ter dentes arrancados em praça pública começou a mudar na época em que o francês Pierre Fauchard escreveu O Cirurgião Dentista. Publicado em 1728, o livro foi um marco na história da odontologia. “Aperfeiçoei e também inventei várias peças artificiais para a substituição dos dentes e para remediar sua perda completa, ainda que em prejuízo do meu próprio interesse”, escreveu, anunciando a invenção de pivôs e dentaduras – e achando que as soluções duradouras iriam diminuir sua clientela. Foi a partir do trabalho de Fauchard que a odontologia foi separada da medicina (e da barbearia).

Além de ter sido pioneiro nas próteses, Fauchard dotou o gabinete de dentista de cadeira apropriada (antes os tratamentos eram, em geral, feitos no chão) e defendeu a odontologia preventiva. Algumas das receitas eram bizarras: Fauchard mandava, por exemplo, enxaguar a boca de manhã com várias colheradas da própria urina. Apesar disso, foi reverenciado por seus sucessores. “Considerando as circunstâncias em que viveu, Fauchard merece ser lembrado como um ilustre pioneiro e fundador da ciência odontológica. Se sua prática era tosca, isso se deveu aos tempos”, disse certa vez o dentista americano Chaplin Harris, que em 1840 fundou a primeira escola de odontologia do mundo, o Baltimore College of Dental Surgery, nos Estados Unidos.

Pouco depois que Harris fundou sua faculdade, um dentista americano deu uma contribuição decisiva para minimizar o sofrimento dos pacientes. Em 1844, o jovem Horace Wells resolveu fazer uma experiência em si mesmo: inalou óxido nitroso – ou “gás hilariante” – antes de um colega lhe extrair um dente. O gás havia sido descoberto em 1776 pelo cientista inglês Joseph Priestley, que provara sua capacidade de acalmar as dores físicas e provocar uma sensação agradável. Sob efeito do gás, Wells não sentiu dor alguma. E virou uma celebridade instantânea.

A fama de Wells, entretanto, durou pouco mais de um mês. Numa demonstração de extração dentária com óxido nitroso, feita diante de um grupo de cirur­giões da Universidade Harvard, o paciente sentiu uma dor danada. Tudo porque Wells retirou o gás antes do tempo. A banca examinadora não perdoou e ele acabou caindo em descrédito. Nesse meio-tempo, quem se deu bem foi William Thomas Green Morton, aluno de Wells que, aconselhado pelo químico Charles Jackson, substituiu o óxido nitroso por éter. Depois de fazer testes em animais e em si mesmo, extraiu um dente de um paciente com absoluto sucesso – ou seja, sem um só grito de dor.

Wells, Morton e Jackson se engalfinharam para provar quem tinha sido o inventor da anestesia. Em 1848, Wells acabou se suicidando de desgosto. Só seis anos depois é que um congresso da Associação Médica Americana resolveu bater o martelo e disse que o descobrimento da anestesia tinha sido obra do “recém-desaparecido Horace Wells”. Morton e Jackson morreram na miséria.

Após a controvertida invenção da anestesia, os dentistas ainda ajudaram muito no avanço das ciências da saúde – aperfeiçoando a radiografia, por exemplo. Mas nem por isso os pacientes sorriem de gratidão quando pensam nos tratamentos odontológicos. Há cerca de dez anos, a Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo fez uma pesquisa para saber que tipo de emoção estava associada ao ato de ir ao dentista. Descobriram que duas das principais eram… o medo e a dor. Se você também treme só de pensar no barulho infernal do motorzinho, pelo menos agora já sabe que, antes, tudo era ainda pior.

 

Para limpar, extrair ou disfarçar

Veja os antepassados de quatro marcos da odontologia

Boticão

Com a aparência de um alicate, serve para extrair fragmentos ósseos e dentes. Na Grécia foram encontrados fórceps dentários datados de cerca de 5 a.C.

Dentadura

A mais antiga prótese removível feita para substituir dentes foi encontrada no Japão. De madeira, ela pertenceu à sacerdotisa budista Nakaoka Tei, que viveu no século 16. A dentadura teria sido feita pela própria dona, uma habilidosa artesã. Cerca de 120 antigas próteses japonesas semelhantes a essa já foram achadas.

Pivô

É um dente artificial fixado à raiz por meio de um pino metálico. Até o século 19, muitas dessas próteses não eram sintéticas, mas ossos e dentes tirados de animais e – isso mesmo – de cadáveres humanos.

Escova de dentes

Maomé, no século 7, orientava os muçulmanos a usar o siwak, um galho com a ponta desfiada, para limpar a boca. Já a primeira escova de dentes moderna foi criada pelos ingleses no século 17. O cabo era feito de osso, com perfurações em que eram amarradas cerdas feitas de pêlo de porco.

 

Doutores da alegria

Homens que ajudaram a construir um mundo com menos banguelas

Albucassis (936-1013)

Cirurgião árabe nascido em Córdoba, deixou um grande legado para a odontologia. Foi o primeiro a descobrir, por exemplo, que as inflamações da gengiva tinham a ver com enfermidades dos dentes.

Guy de Chauliac (1300-1368)

O francês foi um dos mais importantes nomes da cirurgia medieval. Em seu livro Inventorium, ele analisou a anatomia dos dentes e elaborou uma longa relação das doenças de que eles são vítimas.

Pierre Fauchard (1678-1761)

Considerado o pai da odontologia moderna, o francês sintetizou tudo o que se sabia no Ocidente sobre o assunto no livro O Cirurgião Dentista. Recomendava cuidados preventivos com os dentes.

ChapLin Harris (1806-1860)

Um dos principais responsáveis pela criação da primeira escola de odontologia do mundo, em 1840, da primeira Associação Nacional de Dentistas e da primeira revista científica reconhecida da área – tudo nos Estados Unidos.

Horace Wells (1815-1848)

Americano, é considerado o inventor da anestesia por ter sido o primeiro a usar o óxido nitroso (ou gás hilariante) para eliminar as dores de um paciente em um procedimento odontológico.

 

No país de Tiradentes

Ele foi nosso mais célebre cirurgião-barbeiro

Até 1884, quando surgiram faculdades de Odontologia no Rio de Janeiro e na Bahia, os cuidados com os dentes dos brasileiros eram bastante precários. Assim como na Europa medieval, quem dava conta do recado por aqui eram os cirurgiões-barbeiros. A partir de 1782, uma lei obrigava os barbeiros que queriam cuidar de dentes a tirar uma licença especial conferida pelo “cirurgião-mor” (quem não a possuísse poderia ser preso). O mais conhecido de nossos práticos da odontologia foi o mineiro Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Apesar de ter ficado mais famoso por sua atuação política que por sua habilidade com a boca alheia, ele era considerado um bom dentista – ofício que aprendeu com seu padrinho, Sebastião Ferreira Leitão. O frei Raymundo de Pennaforte, que conhecia Tiradentes, disse que ele tirava dentes “com a mais sutil ligeireza e ornava a boca de novos dentes, feitos por ele mesmo, que pareciam naturais”. Ou seja: apesar de seu apelido, nosso mártir da Inconfidência também era bom em colocar dentes (eitos de materiais como ossos esculpidos). Para completar sua profissão, Tiradentes provavelmente também fazia barba, cabelo e bigode – na cela em que ele esteve antes de ser enforcado, foram encontradas duas navalhas e um espelho.

 

Published in: on 17 de novembro de 2014 at 22:07  Comments (1)  
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