Multimídia

Screenshot_20171230-110812Esse post é para você que está aí em frente ao computador preparando sua apresentação para sua próxima aula.

É provável que vc tenha visto e conheça um projetor de slides, ou um retroprojetor, mas se não conhece, vou descrevê-los.

Sei pouco, e talvez me engane, estou aberta a correções.

Nos idos dos anos 1970-1990 essa era a prática.

Para uma apresentação, se não fossem utilizados cartazes, o “must” eram os slides. O problema era fabricá-los.

A idéia é relativamente simples.

Utilizava-se filmes 35mm, revelados mas não impressos em papel. Essas transparências são montadas em pequenas molduras e projetadas numa tela ou parede com o auxílio de um projetor.

E como fabricá-los?  Não sei se era norma, mas os que eu fiz foi assim.

A partir de fotos de laminas histológicas ou casos clinicos, mandávamos diretamente no laboratório da KODAK que já devolvia no tal formato, mas como não podíamos ver a foto antes, o produto final nem sempre era o esperado. Não sei como se faz com slides de textos ou gráficos, por exemplo. Acho que eram feitos no papel, fotografados e então transformados em slides. Acho!

Esses slides eram montados em suportes chamados carrossel  na sequência da apresentação e o projetor, acionado por controle remoto ou manualmente, girava o carrossel no sentido horário e projetava o slide na tela.

Os retroprojetores, tem a mesma lógica, mas a produção das transparências (nome dado a pelicula de acetado onde está a imagem a ser projetada) é mais artesanal. As imagens e textos são feitas a mão em pedaços de acetatos cortados, com marcações de canetas para retroprojetor ou impressas. As imagens também são projetadas numa tela e nesse caso trocadas uma a uma manualmente.

Então, daí uma aula era montada. Fotos e textos preparados, os filmes eram enviados para revelação. O laboratório não enviava na ordem, então, o passo seguinte era passar horas ou dias tentando pôr numa ordem. Imaginem a foto inicial de um caso, tirada há 4 ou 5 meses, já revelada e montada, agora deveria receber na sequencia a montagem da foto final do caso. Nem sempre lembrava-se do caso.

-De quem é esse sorriso?

-Por quê foi fotografado?

-A foto final, sem lesão, por exemplo, é a cura de qual caso?

E as datas? O advento de maquinas que datavam as imagens facilitou muuuuiiito, mas antes se marcava com caneta mesmo. Sem falar no fato de que na mão nem sempre se marcava o lado certo da pelicula, então, depois de marcada a foto, na projeção, a data saía invertida. Ultrapassados todos esses percalços, e carrocel montado, ele deveria ser marcado com o tema principal. Tipo carrocel tal, slide do num 1 ao 66 aula – Retratamento endodontico. Do 67 ao 99 aula – Cirugia paraendodontica.

Acomodados numa singela bolsa/mala  o professor saía pra aula.

Os acetatos eram organizados na sequência da apresentação.

Agora, imagine se puder, o suador que dava quando um carrossel ou a pasta de acetatos caía no chão.

Querer chorar não exprime nem de longe o sentimento.

Alguém claro vai perguntar porque não numeravam?

A explicação é simples. As imagens eram usadas para aulas de vários temas, e com o tempo, novos slides e transparências eram adicionados. Não dava pra numerar.

De um modo geral, os retroprojetores e projetores de slides eram da instituição, e não raro, chegando lá, o equipamento não funcionava. Lâmpada queimada era comum.

Então, pra vc que agora está aí, montando sua apresentação em power point, com imagens conseguidas na internet, ou recebidas de colegas por email, e que vai salvar tudo num pen drive ou na nuvem, não reclame. Podia ser pior.

Claro, nunca é demais fazer um backup seguro, afinal, vai que…

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Published in: on 23 de junho de 2013 at 22:51  Deixe um comentário  
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