Anatomia. As provas práticas!

 

 

Quem fez uma dessas jamais esquece.

Como já contei no outro post sobre anatomia, a matéria não é assim uma Brastemp, mas sobreviver a ela tem o maior de todas as provações, a temida “Ciranda”.

Você não sabe o quanto é assustador, até passar por ela o.O

Ta bom, estou exagerando um pouco, mas a descrição se encarregará de me dar razão.

As provas práticas de Anatomia Humana eram aplicadas em grupos de 30 alunos.

Esse grupo entrava numa sala com 30 peças anatômicas delicadamente colocadas sobre carteiras, circundando a sala, e separadas uma da outra por tapumes, tipo baias.

Entrávamos, nos posicionávamos na frente de uma baia qualquer e anotávamos qual o numero da questão inicial, na folha de prova, com linhas numeradas de 1 a 30.

Em cada peça tinha um alfinete numerado, espetado num determinado ponto. Essa estrutura anatomica deveria ser nomeada na frente do numero correspondente. Simples né?

Só que não!

Entravamos e nos posicionávamos. Tínhamos então 30 seg pra analisar a peça e nomeá-la. Terminados os 30 seg, uma voz gritava “TROCA”!!!

A esse singelo sinal, seguia-se o giro no sentido anti-horário. Cada um avançava pra baia seguinte e tinha outros 30 seg pra analisar a outra peça.

30 vezes e 30 peças depois, era então permitido sentar. Que bom!

Só que não, outra vez!

Sentados recebíamos um pote de filme fotográfico (sim, isso existia) com 10 dentes, que também deveriam ser analisados e nomeados.

Pra essa etapa eu não sei que tempo era destinado, mas sei que sempre era pouco.

Mas, pra mim, o pior era mudar de baia, exatamente na hora que eu estava quase lembrando o nome da estrutura. Eu seguia os giros analisando a nova peça e tentando ao mesmo tempo lembrar daquela. Quando eu conseguia, tudo bem, o que era raro, a se basear pelas notas que eu colecionei durante o ano.

Os primeiras provas não foram muito complicadas, afinal era só osso, e apesar de tudo ser novo pra nós, estavam completamente a mostra, pior foi que, com o passar do tempo, as estruturas estavam em peças parcialmente dissecadas e invariavelmente escondidas.

Numa baia vc encontrava um braço com o alfinete no tríceps.

TROCA!!!

E vc se deparava com o pterigoideo lateral.

TROCA!!!

Nervo Bucal.

TROCA!

Artéria Pulmonar

Até porque, não imagine vc que o professor camarada ficasse satisfeito com um simples “Estomago” como resposta. Isso nunca, jamais, em tempo algum, seria o suficiente. Ele punha o tal malfadado alfinete no óstio pilórico.

Mas o legal mesmo eram as conversas pós “trauma” avaliação. Quando eu tinha certeza da minha resposta, tinha sempre alguém, com uma cara de “imagine se era isso?”

Bom, e foi assim que eu e meus colegas fomos apresentados ao “Fantástico Mundo da Odontologia”.

E acreditem, a máxima “Nada nunca está tão ruim que não possa piorar” cabe muito bem na graduação, but I survived!

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Published in: on 5 de maio de 2013 at 19:41  Comments (3)  
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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Na minha faculdade se chamava maratona, Célia!

  2. Muito bom seu Blog!
    Na minha Faculdade, o professor usava tipo uma vareta, batia na mesa e falava troca. Meu coração só faltava sair pela boca! kkkkk
    Creio que nos dias de hoje deve ser igual, aterrorizante!

    Feliz 2014!


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