PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

A que te remete a frase  “Portadores de necessidades especiais”?

Para a grande maioria das pessoas, a frase acima remete aos portadores de deficiências físicas, motoras. Aquelas pessoas que tem vaga reservada nos estacionamentos ou preferência de atendimento nas filas (direitos nem sempre respeitados).

Mas o tema é muito mais abrangente.

Para nós, dentistas, o tema “Pacientes com necessidades especiais” é muito  amplo, abrange uma gama enorme de perfis. Para nós, profissionais da saúde, diabéticos, hipertensos, fóbicos, cardíacos, imunodeprimidos, hiperativos, só pra citar alguns, todos necessitam de atenção especial. Cada um a seu modo. Claro que os portadores de mobilidade reduzida, temporária ou definitiva, também se enquadram.

Eu por exemplo, tenho uma dificuldade para atender pacientes muito idosos, pois na sua maioria, apresentam dificuldade pra enfrentar os 23 degraus que me separam do nível da rua 😦

E um paciente surdo. Você já pensou na dificuldade de comunicação? Certa vez precisei atender um jovem surdo e, sem experiência nem informação, desenvolvemos a nossa linguagem. Ele tinha também uma deficiência intelectual, o que piorava as coisas, mas conseguimos. Quando eu batia levemente no queixo ele abria a boca, no ombro ele podia cuspir, se ele piscava duas vezes seguidas é pq sentia dor, e assim fizemos. O pai, uma pessoa simples, sem estudo, ajudava com a linguagem usada em casa, quando não nos entendíamos.

Mas felizmente a Odontologia hoje conta com profissionais dedicados as mais diversas necessidades.

A psicologia, aliada as tecnologias favorecem o atendimento nesses casos.

Anestésicos bem indicados para cardíacos ou diabéticos, consultas mais curtas para idosos e gestantes, sedação consciente para fobicos, etc.

Mas este post é para lembrar que hoje, 21/03, é Dia Internacional da Sindrome de Down.

Eu tenho o prazer e o privilégio de conviver com um portador da síndrome, meu cunhado, o Ricardo, que completará 38 anos em junho, e de quem  falei um pouco em “Sindrome de Up”. Leia e vc o conhecerá um pouco.

Tenho também um primo, o Paulo Henrique de 33 anos, com Síndrome de Asperger (Autismo).

Apesar de não ser especialista, atendo os dois, e devo dizer, que me dão muito menos trabalho que muitos ditos “normais”. O vínculo familiar e amoroso facilita muito.

Que esta data ajude a eliminar o preconceito contra as diferenças, e que muitos outros colegas possam estudar as necessidades e possibilidades de cada paciente especial. Estar preparado é o mais importante.

Apesar dos avanços, nem sempre elevadores ou rampas são necessários para atendermos um paciente com necessidades especiais.

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Published in: on 21 de março de 2012 at 19:40  Deixe um comentário  

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