Supressão da Dor #2

foto: http://reabilitaoral.blogspot.com/2011/04/anestesia-na-odontologia.

Na atualidade, anestesia é comum.

Nunca imaginei ir ao dentista e tratar os dentes a frio.

Para mim, eles sempre estiveram lá:  Os anestésicos.

Nem me refiro a eles como drogas, acho que seria uma ofensa. Acho que estão mais para bálsamo!

Fisiológicamente eles produzem o bloqueio reversível da condução nervosa.

Antes da descoberta dos anestésicos, eram utilizados alguns métodos temerários, como asfixia temporária do paciente, na qual se provocava uma isquemia cerebral e um desmaio momentâneo (se necessário dava-se uma pancada na cabeça do paciente, atordoando-o). Nessa última opção, caso este procedimento não resolvesse, o paciente era vigorosamente imobilizado pelos membros por quatro auxiliares e o cirurgião poderia realizar o seu esperado trabalho. (Faria; Marzola, 2001).

Eu é que não queria estar por perto quando o cara fosse solto :/

Nieman, em 1860, utilizou o primeiro anestésico local na Medicina e Odontologia que foi a cocaína, isolada da Erytroxycolon coca. No ano de 1880, Von Srep desenvolveu um estudo de suas propriedades farmacológicas. Os benefícios da cocaína foram bastante apreciados e logo passou a ser administrada com eficácia em vários procedimentos médicos e odontológicos.

Muitos sucumbiram a dependência enquanto pesquisavam.

Várias pesquisas tiveram início à procura de substitutos sintéticos para a cocaína, tendo Ein Horn, em 1905, sintetizado a procaína, que deu início à descoberta dos anestésicos locais utilizados até hoje (Tortamano; Armonia, 2003)

Foi o escocês Alexander Wood, em 1853, o inventor da primeira agulha oca, que permitia a injeção de morfina em intimo contato com os nervos envolvidos nos processos dolorosos.

Nesta época as seringas eram de metal, e sua versão em vidro, foi inventada por Georg Wilhelm Amathus Luer logo depois.

Como eram reutilizadas e necessitavam serem lavadas e esterilizadas, as agulhas eram muito calibrosas.

Como eram “esterilizadas” por meio da fervura, imaginem como perdiam o bisel/corte logo, e como dilaceravam os tecidos pra que pudessem rompê-los e chegar ao ponto de despejar o anestésico.

Foram desenvolvidas seringas plásticas, mas não se prestam para anestesia.

Os anestésicos que antes eram aspirados de frascos, passaram a ser acondicionados em tubetes de uso único. São colocados em seringas carpules, onde as agulhas, agora  finas e flexíveis,  são acopladas por meio de roscas.

Sobre os tipos de anestésicos, falaremos no próximo post.

Por hora você pode ler aqui o que o LeoAugusto  escreveu sobre o assunto.

Referências: http://www.revistas2.uepg.br/index.php/biologica/article/viewFile/414/417
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Published in: on 29 de agosto de 2011 at 09:00  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Meu avô pratica fervia tudo…

  2. […] Continuando nossa viagem pela história da supressão da dor… –> Odontostalgia […]

  3. É engraçado como a Odontologia evolui, mas certas coisas continuam rudimentares: a aparência da Carpule, dos Fórceps ehehhe! Mas tb vejo os anestésicos como os principais responsáveis pelo sucesso no tratamento clínico, já que todo paciente vem esperando dor durante o tratamento.
    A sedação consciente (ou sedação mínima, nova nomenclatura), uso de ansiolíticos e outras substâncias tb são coadjuvantes no tratamento!
    Adorei o post!
    Muito bom!


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