Ergonomia

Então tá, ir ao Congresso e namorar as cadeiras, ou equipos, pros íntimos, é um exercício delicioso.

Olsen, Gnatus, Dabi, Kavo ou a chinesa Siger. Tudo parece melhor que aquela Funk, sem peça de reposição, que eu comprei de segunda mão.

Como evoluíram!!!

Originalmente o tratamento dentário era feito no chão, ou quando muito, em cadeiras improvisadas, com a cabeça apoiada na parede, e o dentista de pé.

A primeira cadeira com finalidade Odontológica é Estadunidense (sempre eles!) do final do sec XVIII. Era toda em nogueira com encosto de cabeça almofadado.  A iluminação vinha da janela.

Imagine o que era tratar dentes na Inglaterra, com dias e dias nublados, ou na Lapônia, que passa até três meses do ano sem luz do sol.

Em 1832 inventaram a reclinável. As anteriores eram semelhantes as de barbeiros ou dos oftalmologistas.

Em meados do sec XX surgiram os mochos giratórios, que facilitava o trabalho do profissional, mas a tradição de trabalhar em pé ainda perdurou por muito tempo.

Algum iluminado resolveu então associar uma fonte de luz ao equipamento.  Bingo!

Um jogo de espelhos, direcionando dois  focos de luz pra um ponto, aumentou a eficiência, mas nada que se compare aos atuais!

Daí almofadaram as cadeiras e estenderam a base para as pernas..

Acoplaram uma cuspideira e os sugadores de saliva. Para mim, a maior das invenções.

Mecanismos pneumáticos e depois elétricos, passando pelas manivelas, botões, e os modernos controles de pés.

Eu, particularmente, acho que quem desenha as cadeiras odontológicas, não senta nelas.

Quem, quando recém formado, passou horas ali sentado, esperando viva alma disposta a por a prova seus anos de estudo, sabe do que estou falando.

Mas uma coisa eu devo admitir: Melhorou muiiiito!

 

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Published in: on 18 de agosto de 2011 at 13:51  Comments (5)  

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5 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Sucesso!!! recordar é viver…

  2. Adorei esse passeio histórico!
    Muito legal!
    Parabéns”

  3. Na faculdade eu ainda usava uma de alavanca, só de duas posições. Ou deitado completamente ou sentado. A gente chamava de catapulta pois era só soltar a alavanca com o paciente deitado que ele era arremessado LONGE.
    Beijos, Celinha.

  4. Olha, que texto maravilhoso! A frase chave para mim foi: “Quem desenhas as cadeiras odontologicas, não senta nelas”. Tenho uma cadeira que foi projetada para o trabalho a quatro mãos. Mas a realidade não permite que todos os dentistas tenham uma asb disponível a todo momento do período dos procedimentos. A minha cadeira, em particular representa um desafio a se pegar o sugador. Trata-se de uma chrome da Dabi Atlante. Certamente, ou melhor, seguramente, os designers precisariam passar muitas horas no consultório para entender melhor as novas realidades em que vivem os profissionais


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