Sobre pontualidade, responsabilidade e respeito

Minha indignação sobre o tema reacendeu hoje devido a uma conversa com uma colega que teve 4 faltas em 6 agendamentos.

Desde que eu me formei, e já se vão 25 anos, atendo com hora marcada. Ja contei aqui que era assistente de um colega que atrasava muito e isso me deixava muito incomodada. Jurei que evitaria isso a todo custo.

Marco meus atendimentos de acordo com o procedimento, mas raro ser menor que 60min.

Quem me conhece sabe que  gosto de conversar, de saber como vai a família e traçar um perfil atual. Dou muita importância a isso.

Daí vc marca uma alguém, deixa a agenda reservada, separa o material, faz uma programação mental do que vai realizar e o paciente simplesmente não aparece.

Qual a dificuldade de algumas pessoas entenderem que esse é o meu trabalho, que não é simplesmente sentar o paciente na cadeira e fazer tudo automático, que existe um preparo logístico e mental pra isso?

Eu não sou de chegar muito antes, mas nos primeiros atendimentos da manhã e da tarde sempre atendo no horário. No decorrer do dia, eventualmente entre consultas, se algo sai do controle eu me atraso, mas se vou me atrasar muito, faço questão de sair e me desculpar com quem aguarda e dou a opção de reagendar se for o caso.

A cultura do “medico atrasa mesmo” me irrita profundamente. Acho falta de respeito.

Minha colega teve a manhã praticamente perdida e isso impacta diretamente nos custos e ganhos de um profissional liberal.

Diferentemente do que disseram as moças entrevistadas pelo Fantástico no ultimo domingo, se eu confirmo, vou. Se marco chego na hora e se algo acontecer me impedindo de comparecer me desculpo imensamente. Profundamente constrangida.

Eu não tenho muitos problemas, talvez por ser chata e deixar claro minha insatisfação.

Claro que imprevistos acontecem , mas acreditem, nós dentistas sabemos exatamente quem teve um imprevisto, ou quem ‘É’ o imprevisto em pessoa.

Desculpo uma ou duas vezes, no mais sugiro que a pessoa se organize primeiro e depois retome o tratamento.

Nenhum planejamento se sustenta sobre imprevistos seguidos.

No mais amiga #tamujunto

 

Published in: on 4 de agosto de 2016 at 12:53  Deixe um comentário  

Sobre “interpretação”.

Apesar do blog ser focado em nostalgia, cada dia mais me sinto levada a comentar assuntos atuais.

O de hoje é sobre um assunto que a maioria dos meus leitores já deve saber: O caso da estudante que postou em uma rede social uma ação impensada para controlar a agitação de uma criança durante um atendimento clinico-acadêmico. Segundo o texto vazado a estudante “furou” com a gulha de anestesia, a gengiva da criança para controlá-la. Ela achou que assim estaria sendo firme como a professora mandou.

Quem me conhece sabe que sou de opinião, a tenho sobre quase tudo e teimo na minhas convicções, mas aprendi de muito a não julgar ninguém.

Em tempos de rede social a máxima “tudo que você disserqescrever poderá ser usado contra você” é cada dia mais evidente.

A Odontologia é uma das áreas que mais lida com o medo. O paciente sempre está em posição de desvantagem e submissão e muitas vezes com dor.

Trabalhar o psicológico dos pacientes é um dos nossos maiores desafios e o Odontopediatra é cada vez mais o primeiro contato da criança com um dentista. Se ele for bem recebido e orientado sua realção com a odontologia será sempre leve.

Não conheço as interlocutoras da conversa vazada, mas tendo a achar que o assunto tomou uma dimensão muito desproporcional. A mídia e o povo são ávidos por uma “caça as bruxas”. Acredito que as moças já aprenderam a lição.

Sou absolutamente contra qualquer tipo de agressão ou ameaça no trato com crianças e optei há muito tempo por não atendê-las. Acredito sinceramente que a Odontopediatria é a cadeira mais complicada da odontologia. Rendo minhas homenegens a quem a exerce.

Talvez esteja neste fato a grande chance das faculdades e orgãos competentes reavaliarem disciplinas, métodos e orientações dos que pretendem, num futuro próximo, exercer a Odontologia.

Para ficar melhor informado leia também OdontoDivas e DicasOdonto

 

 

Published in: on 5 de maio de 2016 at 11:13  Comments (3)  

Alegria de pobre…

 

Olá leitores, td bem?

Pois é, minha alegria não durou nem uma semana.

No dia 04 de abril passado, o colega Luiz do Dicas Odonto me deu a noticia que eu e muitos colegas aguardávamos há muito tempo: A criação de novas faixas de cobrança para a Taxa de Residuos Sólidos de Saúde.

Já falei disso aqui.

A questão é que a lei da Prefeitura de São Paulo é de 09 de março de 2016 e não foi devidamente divulgada e indicava um link para o tal recadastramento.

Ao acessar o link ele pedia uma senha do contribuinte que eu , por exemplo, não tinha, mas não dava um caminho para cadastrar uma.

Pedi ajuda dos universitários de um especialista que tentou me ajudar, mas o prazo da prefeitura acabava dia 10 de abril de 2016 (domingo), e claro que o tempo não foi suficiente.

Estamos no aguardo de um novo prazo e de uma divulgação honesta, para que a taxação seja correta.

Falaí, todos os geradores de lixo da cidade de São Paulo ficaram sabendo do recadastramento?

Algum jurista poderia responder sobre os termos de divulgação, vigor e validade de uma lei dessas?

Vou continuar tentando me reclassificar como pequeno gerador, e se conseguir algo conto pra vocês.

Published in: on 12 de abril de 2016 at 14:15  Deixe um comentário  

Aedes aegypti – DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

A mobilização nacional contra o Aedes aegypti acontece neste sábado (13) em 353 municípios do país. O mosquito, encontrado em todos os estados do Brasil, é o responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Só este ano, até o dia 23 de janeiro, foram notificados 73.872 casos de dengue no país. No mesmo período no ano passado, foram 49.857 casos, aumento de 48%. A situação é ainda mais preocupante quando se leva em conta que 2015 já foi recordista em casos de dengue: 1,6 milhão de casos no ano todo, maior número desde que começaram os registros, em 1990.

O vírus da zika, que passou a ter transmissão local no Brasil em abril de 2015, já existe em 22 unidades da federação. A preocupação maior, no caso desse vírus, é a associação provável com o aumento de casos de microcefalia no país. Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira, já existem 5.079 notificações de suspeita de microcefalia no país.

Já a febre chikungunya, que também chegou recentemente ao país, já teve casos em 12 unidades da federação e, em 2015, teve 20.662 casos notificados. (Fonte G1)

Aproveite a mobilização, tire 15 min. do seu final de semana e dê uma olhada no quintal ou varanda. Eu fiz isso e acreditem, mesmo achando que estava tudo ok, encontrei água parada nas tampas de latas com sobra de tinta. Felizmente não tinha larvas.

A participação da população é de enorme importância, principalmente quando se tem um governo em desgoverno.

Published in: on 13 de fevereiro de 2016 at 13:13  Deixe um comentário  
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Cuidado! O Leão vai te pegar.

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Bom pessoal, 2016 começou e com ele as obrigações fiscais.
Esse assunto num é nada Nostálgico, pelo contrário, mais contemporâneo impossível.
Entre março e abril nós declararemos o imposto referente a 2015, e eu honestamente espero que vocês tenham preenchido a declaração mês a mês, porque olha, dá um trabalho danado.
Teve colega que me disse: – Pago contador, ele que se vire!
Eu que não penso assim, tentei fazer tudo o mais organizado possível pra não ter muita dor de cabeça e hoje baixei a versão 2016.
Acredito que muitas dúvidas surgirão e no que eu puder ajudar é só chamar.
Esse é o link da receita para Download do Carnê Leão 2016 (versão Windows).
 
Quem quiser se adiantar…
Abraços
Published in: on 3 de fevereiro de 2016 at 08:58  Deixe um comentário  
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Nosso bom e velho CRO

Hoje travei uma conversa com uma colega sobre a anuidade do CRO e lembrei de um episódio que decidi compartilhar com vocês.

Eu me formei no final de 1990 e em meados daquele ano começou a rolar uma conversa na faculdade de tínhamos que ir na secretaria e fazer o pedido do diploma em pergaminho (e pagar). A outra opção era um sulfite A4. Básico.

Eu, nem avaliei valores, o mais simples me representaria.

Por causa de uma greve que durou quase 60 dias, nossa colação de grau oficial foi em 14/02/91 e recebemos o CRO provisório, ou melhor, o documento que nos habilitava a pagar a anuidade pra exercer a profissão (por um ano).

Dei entrada, paguei as taxas e iniciei minha carreira.

No inicio de 1992 os colegas começaram a ir na faculdade buscar o diploma registrado no MEC pra dar entrada no CRO definitivo. Eu, claro, quis saber do meu.

Várias ligações pra secretaría da faculdade e meu diploma não era localizado (quem me conhece bem sabe, meu nome do meio é confusão. Ô pessoa pra ser premiada em treta.)

Depois de muito stress, uma funcionária me perguntou:

-Mas você pediu o seu diploma?

– Oi????? Eu não pedi em pergaminho…

– Mas você deveria ter pedido em sulfite. Se você não pede ele não é feito, não é enviado pro MEC e não é registrado. Você precisa pedir então (e pagar). Daí ele será emitido e seguirá o trâmite. Vai levar um ano mais ou menos.

Então uma pessoa rala cinco anos, quase não dorme, assume muito mais dividas que pode saldar, se forma e existe a possibilidade dela não querer o diploma???

Pois é, existe.

Lembrem-se, meu CRO provisório estava prestes a vencer.

Solicitei o diploma na faculdade e fui no CRO pedir prorrogação do provisório senão eu ficaria exercendo na ilegalidade.

Levei foto, paguei taxas, assinei guias, etc., etc.

Um ano depois, no inicio de 1993 saiu o diploma e eu fui então dar entrada no definitivo.

Quem disse que o CRO me localizava.

Outro calvário.

Ligações, visitas, buscas, e nada (E lembrem-se novamente, nada de arquivos digitais, era tudo na base do arquivo de papel).

Muito stress depois (novamente) alguém percebeu que por eu não ter dado entrada um ano antes, eu estava no arquivo de inativos. Aqueles que ABANDONARAM A PROFISSÃO!

– Oi??? (de novo)

– Como inativa se eu pedi renovação do provisório?

– (CRO) Mas não existe renovação de provisório.

– (Eu) Como não existe, eu pedi e foi emitida outra cédula.

(Nessa hora mais uma das deduções chocantes). O atendente havia emitido uma segunda via da minha cédula VENCIDA  e não prorrogado minha validade. E havia exercido a profissão na irregularidade por um ano inteiro.

Bem, localizado o engano, meu CRO foi desarquivado e o definitivo foi definitivamente emitido.

Poderia ser o FIM, mas não pra mim.

Comecei uma nova briga. Quis a devolução do valor que eu tinha pago como renovação do provisório. Paguei por um serviço que não recebi. Eu tinha os comprovantes.

E, alguns dias depois, fui chamada na tesouraria do CRO. O funcionário que me entregou o cheque me disse algo que lavou minha alma.

– Estou aqui há anos, e NUNCA vi o CRO devolver dinheiro pra ninguém. Parabéns!

E é por isso que meu numero de CRO é bem diferente do dos meus colegas contemporâneos e a data é de julho/1993

Então, você que está se formando agora, fique esperto, não basta pagar o boleto da anuidade, tem muito mais envolvido.

#ficaadica

Published in: on 3 de janeiro de 2016 at 20:51  Deixe um comentário  
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Tratamento do lixo hospitalar

 

Quem é dentista na cidade de São Paulo e tem um consultório em conformidade com a normas da prefeitura conta com o serviço de coleta de lixo hospitalar e claro, paga uma taxa por isso, a TRSS (Tarifa de Resíduos Sólidos de Saúde). Já falei sobre isso aqui.

Pra ser bem sincera, eu nem acho errado  a cobrança da taxa, sou a favor da destinação correta do lixo que geramos, o que pega é o valor, já que as faixas de produção são muito mal divididas.

Mas hoje quero falar de uma noticia veiculada pela prefeitura e que deixou bastante contente (e olha que não sou fã do prefeito).

Segundo a matéria de divulgação, foi inaugurada nesta sexta-feira (18/12) a primeira Unidade de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde (UTRSS) da cidade. Com o novo equipamento, a Prefeitura reduzirá em 50% os custos com tratamento dos materiais perigosos descartados por hospitais e clínicas médicas.

O lixo que antes era tratado numa cidade vizinha da capital, com custo de R$ 1,40 por quilo. Com a nova Unidade o custo passará a R$ 0,70 por quilo. Economia essa que deve permitir baixar a taxa de resíduos para os profissionais de saúde.

Espero sinceramente que funcione bem tanto a descontaminação e trituração dos resíduos de saúde como o repasse da economia para os contribuintes, e neste caso, o Sr. Prefeito Ferenando Haddad ganhará pontos com a população.

Vamos aguardar.
Leia a matéria completa >>> http://fiodent.al/HdN

 

Published in: on 20 de dezembro de 2015 at 12:51  Deixe um comentário  
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Engenharia Odontológica

 

 

Olá leitores,

Eu costumo dizer que a endodontia é a especialidade odontológica mais influenciada pelos avanços da tecnologia.

Localizadores foraminais, instrumentadores, termo plastificadores, microscopia, para citar alguns.

Para um clinico, como eu, que ama a Endodontia, são avanços capazes de fazer os olhos brilharem

Ontem eu tive o prazer de assistir uma palestra de um colega Osequeano sobre um sistema misto de instrumentação endodôntica. Um novo sistema inteligente que  seleciona automaticamente o movimento da lima, que pode ser reciprocante ou rotatório.

Isso não deve ser novidade para os especialistas, mas para mim, o é.

Basicamente o sistema alterna os movimentos quando a lima for submetida a x-Newtons no interior do canal. Ele então para de reciprocar e passa a fazer movimentos rotatórios até que o torque permita reciprocar novamente.

As limas desse sistemas são de NiTi e são produzidas por torção, diferentemente dos outros sistemas que tem limas fabricadas por usinagem, tem tratamento de superfície e uma certa capacidade de retomar a forma quando deformada. Maior durabilidade e menor risco de fratura.

Fui apresentada também ao instrumento para limpeza final do canal chamado XP 3D, também de NiTi, que acoplado ao micro motor convencional gira livremente no canal e como é muito flexível agita muito bem a substância irrigadora, favorecendo a remoção do smear-lear.

Mas então eu me perguntei:

Efetivamente, qual a camada da população brasileira terá acesso a esses avanços num futuro próximo?

Quantos colegas terão “bala na agulha” pra investir?

Claro que não é só isso que deve pautar nossas vidas profissionais, mas tem um peso enorme.

Fico realmente agradecida que existam engenheiros extremamente capacitados e dedicados e melhorar nosso material de trabalho. Preocupados com as ligas metálicas, suas elasticidades, suas capacidades de memória, seus tratamentos de superfície, suas superfícies de corte, etc., etc., etc.

Que esse arsenal todo seja aliado dos colegas especialistas, a quem nós recorremos quando não conseguimos resolver um caso cabeludo.

Eu, curiosa que sou, e apaixonada pela endodontia, estou sempre tentando levar pro meu dia a dia aquilo que os pesquisadores descobrem, mas tenho pra mim, que ainda serei dependente das boas e velhas limas K por algum tempo.

Ainda mantenho com meu rotatório uma relação de respeito.

E que venham os avanços!

Published in: on 29 de outubro de 2015 at 19:11  Deixe um comentário  

CERTIFICADO DIGITAL, você sabe o que é?

 

Oi gente! Vocês estão bem?
Ando meio sumida, mas sempre pensando em algo interessante pra dividir com meus leitores.
O assunto de hoje, mais uma vez é bem contemporâneo.
Vocês sabem o que é Certificado Digital?
Já é conhecida a falta de informação sobre temas administrativos da nossa classe, e quando o tema é funcionário, isso piora.               Durante os últimos nove anos mantive uma recepcionista registrada e quem fazia minha folha de pagamento era o Depto de Serviços Gerais da APCD.
Sempre recolhi os tributos corretamente, pra  quando precisasse dispensá-la ter o mínimo de dor de cabeça.
Mas ainda assim o tive.
Todo funcionário sindicalizado que tem mais de um ano de registro tem que fazer a holomogação da demissão junto ao sindicato e para isso deve-se levar uma série de documentos. É com esses documentos que o funcionário dará entrada no pedido de resgate do FGTS e do Seguro Desemprego.
Claro que nesta hora você já deve ter pago a rescisão e recolhido todas as multas e taxas devidas. Que não são poucas.
E é aqui que entra o tal certificado.
Certificado Digital (CD) é um arquivo que corresponde a um RG digital. É mais ou menos como se vc assinasse e autenticasse via internet.                                                                                                      Ele tem vários usos, mas neste caso, precisamos dele para que o contabilista tenha acesso a Conectividade Social do empregador e possa então liberar os direitos do empregado.
Este Certificado é pago, óbvio, e tem alguns modelos. A validade e a renovação dependem do tipo. Ele é emitido por unidades certificadoras.
Por muitos meses o contabilista me orientou a fazer o meu CD, mas como ele tem validade e eu não tinha necessidade decidi por esperar até quando fosse usá-lo.
Agora, por ocasião da demissão da funcionária precisei dele, então começou o calvário.
Inicialmente a indicação era de que eu solicitasse na CAIXA ECONOMICA FEDERAL.
Agora me indicaram outra certificadora, mas era do outro lado da cidade e eu decidi pela Caixa que tem agência vizinha ao consultório.
O pedido inicial é feito na pagina da Caixa e depois leva-se os documentos até a agência. Fiz isso.
Não tenho paciência nem quero incomodá-los com todo o drama, mas acreditem, foi terrível.
O CD foi emitido com sucesso, mas ocorre que ALGUÈM, não vinculou o meu CEI ao CD, que na prática me impedia de fazer exatamente a única coisa que eu queria, ou seja, acessar a conectividade.
Pra quem não sabe, como empregadores, somos pessoas fisicas equiparadas a pessoas juridicas e devemos ter um registro junto a Receita Federal da CEI (Cadastro Especial do INSS).
Briguei muito com a gerente da Caixaque não sabia o que acontecia.
Ninguém conseguia me explicar porque o CEI não estava no meu CD. Nem o SAC nem o HelpDesk da Caixa sabiam me ajudar. Por vezes precisei quase ensinar o atentende sobre o assunto.
Acabaram por cancelar o primeiro e pedir um novo.
OITENTA DIAS DEPOIS, já com os prazos para rescisão a vencerem, passei por cima da minha teimosia e pedi o CD na empresa que me indicaram.
Fui até o escritório com todos os documentos e em MEIA HORA estava tudo pronto. No dia seguinte fiz a emissão do CD que permitiu o contabilista dar continuidade a rescisão.
A decisão pela Caixa foi pela proximidade, mas principalmente pela credibilidade que um banco federal me passa, ou melhor, passava.
Não sei se ficou claro o meu drama, e se me expressei bem, mas a finalidade do post é principalmente orientar os colegas sobre o tema.
E de verdade, espero que nenhum de vocês passe por isso.
Em tempo: Alguns escritorios de contabilidade fazem esse processo, mas como é um certificado que tem senha e permite muitos usos, de um modo geral, é melhor que o façamos.
Em relação a valores, o da Caixa custou R$ 100,00 (que eles me devolveram) e o da Soluti custou R$ 145,00.
Até logo,

Published in: on 26 de julho de 2015 at 20:28  Deixe um comentário  
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Sindrome de “UP” Down

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Comecei a namorar meu marido no dia 17/10/1984.

A data é apenas uma formalidade. Nos conhecemos no cursinho. As investidas dele foram muitas, mas eu resisti bravamente.

Menos de um mês depois, no feriado de finados, ele me convidou para ir pra praia em São Vicente. Seus pais estariam lá.

Fui.

Chegamos e somente a mãe dele estava no apto, seu pai e irmão tinham ido buscar água na bica.

Feitas as apresentações saímos pra comprar algo no mercado e quando a porta do elevador abriu, saíram de lá meu sogro e meu cunhado.

Minha sogra imediatamente disse ao meu cunhado:

-Ricardo, essa é a namorada do seu irmão Pepe.

Recebi então o mais caloroso abraço que já havia recebido em toda a minha vida.

E daí? Qual a importância da cena?

Seria somente mais uma apresentação, não tivesse eu precisado lidar com a surpresa do Ricardo ser portador de Síndrome de Down.

Eu sabia que meu namorado tinha um irmão de dez anos e esperava encontrar uma criança “normal”.

Acho que me saí bem. Pegamos o elevador, fomos ao mercado e não falamos sobre o assunto. Cara de paisagem.

Muito tempo depois, nossa relação já estável, perguntei por que ele não havia me preparado para o momento. Eu poderia ter reagido mal.

Sua explicação foi a menos convincente possível, mas eu me dei por satisfeita.

Ele disse que a família não lembrava da diferença.

Na real, eu acho que ele teve receio da minha reação.

Minha sogra foi informada da síndrome, por um médico, um mês depois do nascimento, quando questionou porque o bebê não apresentava reações. Como não conhecia a síndrome, o médico explicou assim:

-Mãe, seu filho é retardado, nunca vai ser normal.

Imaginem, se for possível, o choque. Começava uma longa e difícil jornada.

Busca de informações, quase sempre desencontradas, tratamentos milagrosos e decepções.

Proibida a importação de medicamento, meu sogro encomendava um “remédio” que um piloto de avião trazia da Europa, por baixo dos panos. O encontro era coisa de cinema. No aeroporto o piloto entregava o frasco discretamente e o meu sogro pagava em dólar.  

Alguém indicou outro tratamento na Argentina.  Com parentes em Buenos Aires, minha sogra passou meses por lá, e o Ricardo recebia umas injeções na base da nuca (???)

Escolas especiais, caras e sem preparo. A família aprendeu a lidar.

Ele cresceu e definitivamente é especial.

Para os meus filhos ele é apenas o Ricardo.  O Pedro adora irritá-lo, e ele cuida da Laura como se ela fosse um bebê.

Certa vez, ficou na arrebentação do mar, tomando conta dela durante tanto tempo, que o sol queimou a marca dos dedos dele no braço. Ele ficou de braços cruzados, como se fosse um salva vidas.

Hoje ele tem 40 anos (já em contagem regressiva pro aniversário em junho). 

É a companhia diária da minha sogra (meu sogro faleceu).

A mim, especialmente ele ensinou a lidar com o diferente. Gosto de sair com ele e fazer pequenas atitudes que fazem seus olhos brilharem.

Não foi alfabetizado, mas reconhece o símbolo do Senna ou do Elvis em qualquer lugar.

Frequentava a APAE de Guarulhos, mas como já passou dos 30 anos, e o convênio com a prefeitura acabou, não frequenta mais. Sem programas especiais, atualmente não faz atividade sócio educativa.
Acredito que ninguém escolheria ter um filho especial, mas tê-lo pode ensinar muito.

Nunca vi o Ricardo deprimido ou triste.

Ele lida muito bem com a morte. Aceita e segue.

Down por causa do médico John Langdon Down que descreveu a síndrome.

UP porque é quase impossível ficar down perto do Ricardo

Published in: on 21 de março de 2015 at 22:04  Comments (4)  
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