Periodontia

Se tinha alguém interessado em ver sangue na graduação, essa é a disciplina!!!

Nesta fase do curso, nós já tínhamos a consciência da importância dos tecidos de suporte e de que a higiene bem feita é a grande responsável pela manutenção da saúde periodontal.

Já, nossos pacientes…

Sulco gengival, espaço biológico, gengiva inserida, gengiva livre, ligamentos periodontais, etc, devidamente estudados, era chegada a hora de avaliar a saúde periodontal dos “voluntários” pacientes da clínica.

Espelho clínico, pinça e sonda periodontal era todo o material que precisaríamos na consulta de avaliação. Ah! e gase, muita gase! Em alguns casos tínhamos a impressão que necessitaríamos de uma bolsa de plasma para uma possível transfusão.

Porquê, né, sangramento gengival não expressava a realidade. Tava mais pra “hemorragia”.

Como todas as outras clínicas, essa também nos guardava surpresas.

A começar pela halitose. Tá certo que já sabíamos o que nos esperava, mas acreditem, nunca se sabe a real.

No meu tempo, a clinica de periodontia da graduação recebia casos relativamente simples. Até hoje eu procuro o cara que avaliava aqueles casos como simples!!!

Por simples entenda-se: nada cirurgico!

As dificuldades começavam já na orientação de higiene. A empunhadora da escova e do fio dental era um capitulo a parte. Na sua grande maioria os pacientes estavam dispostos a aprender, mas nós, não sabíamos como ensinar.

Técnica de Bass, você tem que escovar o sulco, remover a matéria alba. Simples assim!

Eu particularmente acredito que existiam pacientes tão engajados em ajudar o estudante, que deixava todo o resto de alimento da semana, bem aderido, assim a gente teria maiores chances de aprendizado.

Sonda milimetrada e muita paciência para sondar dente a dente, cada uma das faces e anotar a profundidade das bolsas. Ô coisa chata!

Munidos de um jogo de Rx periapicais e, bolsa verdadeira, bolsa falsa, reabsorção vertical ou horizontal, deiscência e fenestração, devidamente anotados, chegava a hora das raspagens.

 Mobilidade grau 1, 2, 3 . Nessa fase, em alguns casos, tinha-se a impressão de estarmos raspando dentes de leite, tamanha era a mobilidade. A exodontia acidental rondava os boxes.

Isso sem falar no desespero quando o sugador entupia.

Curetas, enxadas e foices passaram a fazer parte do nosso arsenal.

Eu, como era assistente de um periodontista, modéstia à parte, me saí muito bem nessa cadeira. Cheguei a fazer monitoria, mas minha carreira tomou outros rumos.

Com a Odontologia preventiva e conservadora da atualidade, a periodontia assumiu papel de destaque.

Em tempo: Remover aqueles tártaros gigantes, que estavam ali há anos, era no muque mesmo. Nada de ultrassom, Profi ou Sonic.

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Published in: on 10 de setembro de 2012 at 14:25  Comments (3)  
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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. [...] Espelho, pinça e sonda periodontal. Ah, gaze, muita gaze! –> Odontostalgia [...]

  2. para que serve a gaze no procedimento na periodontia?

    • Faça periodontia e sua resposta virá automaticamente! =)


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